ves esta página sin formato por que esta hecha cumpliendo el estándar web CSS 2.
tú navegador no soporta este estándar, o tienes dicho soporte desactivado.
si estas en el primer caso, actualízate. merece mucho la pena.

Quotidianum

As cousas do día a día,
dende a trastenda arqueolóxica persoal de
José María Bello

Arquivos

<Agosto 2017
Lu Ma Mi Ju Vi Sa Do
  1 2 3 4 5 6
7 8 9 10 11 12 13
14 15 16 17 18 19 20
21 22 23 24 25 26 27
28 29 30 31      

************************* Segui @XoseMariaBello ************************* Free counter and web stats *************************


Blogalia

Blogalia


©2002 elpater

Inicio > Historias > Tempo de negación 1

Tempo de negación 1

Mesmo se non me fica voz para cantar, recúsome a ficar amolecido.

 

Recuso-me a ficar amolecido
Tragicamente cilindrado
E muito antes de lutar - vencido
E muito antes de morrer - violado.

Recuso-me ao silêncio e à mordaça
Serei independente, livre e exacto
A verdade é uma força que ultrapassa
A própria dimensão em que combato.

Recuso-me a servir a violência
Embora a minha voz de nada valha
Mas que me fique ao menos a consciência
De que tentei romper esta muralha.

Recuso-me a ter medo e a estiolar
Na concha dos poetas sem mensagem
Que me levem o corpo e a coragem
Mas que me fique esta voz para cantar.

Canção inserida no disco de Luis Cilia "La poesie Portugaise de nos jours et de toujours" vol 1 de 1967.
Mais um poema maravilhoso de João Apolinário.


2012-12-08 16:19 | 0 Comentarios


Referencias (TrackBacks)

URL de trackback de esta historia http://quotidianum.blogalia.com//trackbacks/72725

Comentarios

Nombre
Correo-e
URL
Dirección IP: 54.158.245.157 (5e42213065)
Comentario

portada | subir